Por Rebeca Patrocinio
Promovido no final do ano passado ao elenco profissional do Betim Futebol, André Sion, meia de 17 anos, começa a escrever um novo capítulo dentro do clube onde foi desenvolvido. Apesar de atuar originalmente pelo centro, o atleta vem desempenhando funções pelas pontas e encarando a mudança como mais uma oportunidade de crescimento. Com confiança, dedicação e muita vontade de aprender, ele comenta sobre a transição da base para o profissional e a responsabilidade de representar o Betim em campo.
Em entrevista, o jovem atleta falou sobre a nova fase, os desafios no profissional e suas maiores inspirações.
1 – Como foi receber a notícia de que você faria parte do elenco profissional do Betim Futebol?
A expectativa como sub-17 era a ida normal para o sub-20, e aí quando deram a notícia de que a gente ia subir para o profissional, eu já pensei: “não estou subindo só um degrau, estou subindo dois, indo mais pra frente”. E também no processo da pré-temporada, só de viver a pré-temporada foi muito bom, e a permanência nos treinos pós pré-temporada também foi uma notícia muito boa, então fiquei bem feliz.
2 – O que mais mudou na sua rotina desde a transição da base para o profissional?
O treino é diferente, o contexto que envolve tudo é diferente. Questão de jogo, tem a concentração, a gente vai um dia antes e participa de todo esse processo no hotel. E também a estrutura que envolve tudo, toda a academia e fisioterapia e toda a estrutura do treino também é diferente.
3 – Qual foi o maior desafio que você encontrou ao começar a treinar com atletas mais experientes?
No início da pré-temporada teve aquela tensão básica, né? Porque é aquela coisa, eu estou subindo então tenho que acompanhar o mesmo nível deles, pensar a mesma coisa que eles pensam e querendo ou não, eles têm mais experiência, a bagagem deles é completamente diferente. Então de início, dava essa tensão de que eu precisava acertar, não podia errar. Mas é um elenco que, principalmente os mais velhos, apoiam bastante, sempre que errava, eles ajudavam. Tinha a cobrança normal de treino, mas isso faz parte da evolução, eles sempre deixaram a gente muito tranquilos, não colocavam tanta pressão na gente, então foi um processo mais natural, na minha opinião, não foi tão pesado.
4 – Tem algum jogador do elenco profissional que vem te ajudando mais nesse processo de adaptação?
Teve vários, na época que o Paulinho estava aqui, que era ponta, ele me dava umas dicas boas sobre a posição, por conta de eu não ter tanto costume, pois não era a posição que eu jogava. O PH é uma pessoa que cobra muito, mas você vê a intenção dele de ver melhora. E acho que o Jardel e o Jhemerson foram os dois que mais me ajudaram no extra-campo, na convivência, nas conversas, no dia-a-dia, nas dicas sobre carreira, eles ajudaram bastante neste ponto.
5 – Qual aprendizado da base você leva como principal para essa nova etapa da carreira?
A base teve um aspecto muito bom no meu caso porque ano passado, mesmo sendo meu último ano do sub-17, eu fiquei boa parte do ano no sub-20, então eu treinei com o pessoal um pouco mais velho. Então essa vivência que eu tive na categoria acima, já deu uma bagagem mínima pra ter convivência com os jogadores mais velhos.
6- Desde que você chegou ao profissional, notamos que passou por algumas lesões. Como foi esse processo de recuperação?
O cuidado da fisioterapia foi sempre muito bom, eu me lesionei no final do ano passado na pré-temporada e a fisioterapia deu atenção total. Sempre forneceram dois períodos, por conta da distância de moradia, então eu fazia um período aqui (na Arena) e outro fora, mas sempre deram todo o suporte. A transição também foi muito boa, essa integração com o elenco foi bem natural, bem tranquila. Mas o principal nisso tudo foi ter uma estrutura que conseguiu manter minha parte física, seja na academia, seja na fisioterapia.
7 – Quem são os seus maiores ídolos dentro e fora de campo?
Eu acho que fora de campo eu tenho uma inspiração muito grande no Pedro, atacante do Flamengo, por conta de eu ser cristão como ele. Eu acho muito interessante como ele usa o futebol de uma maneira intencional para o que ele crê. E dentro de campo, eu sempre gostei muito do Iniesta na época do Barcelona, por conta de eu ser também segundo volante, sempre gostei bastante do estilo de jogo dele.
8 – Que conselho você daria para os jovens atletas da base que sonham em chegar ao profissional?
Eu acho que é importante a pessoa ter consciência do que ela realmente quer. Se a pessoa realmente quer se tornar um jogador de futebol, ela tem que estar disposta a passar por todos os processos que envolvem isso, e a base é o processo mais difícil. Lá é onde a gente fala que tem o funil, é um processo que vai afunilando. Então acho que é a pessoa ter claro aquilo que ela quer e se ela realmente quer ser um jogador de futebol, ela ter foco e determinação. Focar, continuar treinando, fazer aquilo e no final a gente chama de Lei da Semeadura, né? Se você plantar, uma hora você vai colher.
As falas de Sion reforçam não apenas o talento do jovem jogador, mas também a importância da Base Guerreira na construção do futuro do Betim Futebol. Com apenas 17 anos, o atleta já começa a dar sinais de personalidade e comprometimento em mais um importante capítulo da sua trajetória no clube. O Betim Futebol reforça seu compromisso em continuar valorizando os atletas da base e fortalecendo a conexão entre formação, identidade e futuro dentro do clube.



